Estava em casa. Lá fora, o frio arrastava a melancolia pelas ruas. Acendi a lareira e sentei-me no sofá com o portátil e um copo de vinho. Liguei o gira-discos. A voz de Nina Simone começou a espalhar-se pela sala quando a L. apareceu no messenger. Dizia-me que também não tinha vontade de sair e ficámos por ali a conversar. Propus-lhe que fosse buscar vinho e que nos sintonizássemos ambos na melodia da Nina Simone.Conversa puxa conversa e copo de vinho puxa copo de vinho. Entretemo-nos a conversar sobre música, cinema, literatura. Também sobre tudo e sobre nada, que é o que preenche os espaços vazios da vida de cada um de nós. O ambiente começou a aquecer e ela despiu a camisa. O peito apertava-se entre o soutien preto e disse-lhe que gostava de lhe chupar os mamilos. Começou a roçar os dedos húmidos e pediu-me que lhe mostrasse o caralho. Tirei-o para fora e comecei a acaricia-lo.
Acabámos a noite a ouvir-nos gemer entre a voz rouca da Nina Simone. Ela enfiava os dedos na cona quando se veio e eu, logo a seguir, vim-me. Rimo-nos e combinámos encontrar-nos.



