domingo, 31 de janeiro de 2010

Ausência

Acordei. Há alguns meses que não escrevia. Foi mais ou menos como um coma, em que deambulei por esse mundo. Arrastei-me por países exóticos e vivi experiências com mulheres. As melhores? Provavelmente, as brasileiras. Parece que têm o dom de espalhar tesão só com o olhar. E foi com esse espírito que vagueei pela costa e pelo interior do Brasil. Agora, acordei do coma. Vamos foder...

domingo, 29 de novembro de 2009

Combater o frio com o messenger

Estava em casa. Lá fora, o frio arrastava a melancolia pelas ruas. Acendi a lareira e sentei-me no sofá com o portátil e um copo de vinho. Liguei o gira-discos. A voz de Nina Simone começou a espalhar-se pela sala quando a L. apareceu no messenger. Dizia-me que também não tinha vontade de sair e ficámos por ali a conversar. Propus-lhe que fosse buscar vinho e que nos sintonizássemos ambos na melodia da Nina Simone.

Conversa puxa conversa e copo de vinho puxa copo de vinho. Entretemo-nos a conversar sobre música, cinema, literatura. Também sobre tudo e sobre nada, que é o que preenche os espaços vazios da vida de cada um de nós. O ambiente começou a aquecer e ela despiu a camisa. O peito apertava-se entre o soutien preto e disse-lhe que gostava de lhe chupar os mamilos. Começou a roçar os dedos húmidos e pediu-me que lhe mostrasse o caralho. Tirei-o para fora e comecei a acaricia-lo.

Acabámos a noite a ouvir-nos gemer entre a voz rouca da Nina Simone. Ela enfiava os dedos na cona quando se veio e eu, logo a seguir, vim-me. Rimo-nos e combinámos encontrar-nos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Outra dimensão

Gostava de te levantar a saia, baixar as cuecas e saltar para outra dimensão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Prazer


Hoje quero prazer. Sem muros nem fronteiras.Alinhar ao centro

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Metro

Gosto de observar as pessoas no metro. No fundo, é a representação mais fiel da sociedade. E por alguns minutos, temos de estar, empresários, deputados, canalizadores, estudantes, imigrantes, carteiristas, mendigos, fechados na mesma carruagem. Fingimos que não reparamos uns nos outros. Desviamos os olhares quando alguém nos observa.

Hoje, observei a rapariga sentada à minha frente e imaginei-a. Mulher decidida. Com uma personalidade forte. Que gosta de dominar e de ser dominada. Que não aceita uma foda a olhar para o tecto. Que não aceita homens introvertidos na arte do sexo.

Esta noite, era disso que precisava.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Com ou sem sedução

Não é demais repetir: as mulheres e homens querem-se maduros, confiantes e com uma pesada dose de loucura. Ninguém pode hesitar. A indecisão e o medo são coveiros da sedução. Não há nada melhor do que alguém que sabe o quer e como quer. Que domine a situação. Que saiba quando não deve avançar e que saiba quando não deve recuar. A sedução não tem nada a ver com sexo. A sedução tem a ver com a capacidade de saber manipular o desejo do outro. Aumenta-lo até um limite insuportável.

Hoje, estou com disposição para seduzir. Infelizmente, nem sempre a temos. Às vezes, queremos foder e ponto. Apetece-nos saltar a sedução, os preliminares e preencher a noite de suores e gemidos nus. Encosta-la contra a parede ou deita-la na beira da cama e senti-la como uma fera que se debate por mais e mais caralho. Hoje, não. Estaria disposto a resistir o tempo necessário para conquistar uma dose explosiva de sexo com direito a tudo. E até está uma noite para isso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Orgamos literários

Como devem ter reparado, gosto de escrever. Não apenas de transmitir aquilo que vivo mas também de escrever. Tanto gosto do som do teclado como da caneta. De uma e de outra forma, rasgo a imaginação à procura das palavras que se adequem a cada situação. Contudo, não há descrição que supere a realidade. Nas entrelinhas da vida, há sensações que não cabem no papel. Os mamilos que crescem sob a textura da minha língua. Os gemidos que interrompem a noite. O momento em que o caralho, inesperadamente, se submerge na cona. A respiração ofegante de uma mulher que cavalga ao sabor da excitação. Tudo isto pode ser descrito e até suscitar em quem lê desejo sexual mas nunca poderá transmitir na perfeição a realidade do que se sentiu.

Apesar disso, uma vez contei uma experiência que tive a uma amiga. Enquanto a descrevia, ela masturbava-se. Enredava-se nos próprios dedos e olhava-me. Mas, principalmente, escutava-me. Veio-se pouco depois. E, segundo me contou, deu-lhe um prazer inesperado. Depois, pegou-me no caralho e chupou-mo. Lambeu tudo com muito cuidado. De seguida, atirou-se de costas para o sofá e acendeu um cigarro. Conversámos toda a noite, sobre tudo e sobre nada.